sexta-feira, 21 de julho de 2017

Já não sou mais aquela jovenzinha apaixonada

Depois da morte do meu pai, as vezes me pego acordada pela madrugada...
Esses dias acendi a lanterna do celular e fiquei a olhar meu marido. Na mesma hora uma oração de agradecimento brotou em meus pensamentos, como sempre.
Olhei para aquele homem que não mudou tanto fisicamente, exceto alguns cabelos perdidos e quilos ganhados, mas que "me" mudou tanto.
Olhei para as mãos dele, e pensei não somente no carinho que ganhamos dela, mas também no trabalho que elas fazem para nos garantir o melhor.
Olhei para aqueles braços que são capazes de aconchegar três meninos de uma vez e que tanto me socorre quando preciso, lugar de segurança.
Passei um tempão a olhar, a pensar, a agradecer em silêncio. Quando me lembrei de quando o conheci. Eu estava namorando mas admirava demais quem ele demonstrava ser. Assim que livre daquele namoro fiquei, dei espaço no meu coração e logo já me vi uma menina apaixonada com o coração que acelerava a cada "oi" ou a cada sorriso.
Ahhh aquele turuturu... 
Hoje já não sou mais aquela jovenzinha apaixonada, ele chega e vai e o "turuturu" não vem, mas outras coisas mais fortes sólidas e eternas vieram, precisam ser cultivadas a cada dia, exigem de nós uma determinada decisão. Mas naquela noite pude compreender que pelo amor e graça de Deus, pra mim não é tão difícil deixar de ser a jovenzinha apaixonada... porque quando a deixei pude dar espaço para ser a mulher amada, que só pode e vai devolver amor.

Obrigada amor!



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