segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Avon, sua propaganda e O DIA QUE FUI SALVA

E num dia de sol e calor resolvi assistir a última da vez: Avon e sua propaganda lixo "repense o elogio".
As marcas que deveriam se preocupar em fazer produtos de qualidade agora se preocupam em doutrinar as crianças na ideologia de gênero.
Fim dos tempos? Pois é! Só sei que o que vi foram crianças e adolescentes instigados, doutrinados, e a maioria meninas com discursos feministas tristes, aquele mesmo discurso que sabemos bem, no começo parece ser ótimo, libertador, mas aprisiona e mata tudo o que temos de bom.


Ouvi frases do tipo:
"O homem não vai vir num cavalo te salvar."
"O príncipe salva a princesa porque ela não tem superpoderes."
"Os meninos são mais elogiados de forte e corajoso."
"Padrão da mulher: ser bonita. Pra cuidar de casa?"
"Meninas, tem força dentro de vocês."
"Se eu pudesse criar minha princesa ela seria forte, negra e fora do padrão."
"Porque sempre as meninas são indefesas?"
"A menina pode ser independente e descer da torre sozinha."
"Isso motiva as meninas vencerem na vida e não a esperar um menino salvar a gente, porque isso não vai acontecer."

Não precisa ser muito esperto pra perceber a guerra entre homem e mulher que querem propagar, a desvalorização do homem como protetor e provedor, e da mulher que deseja cuidar dos filhos e do lar.
Ou seja, a guerra é contra a família!

O fato é que ideia nenhuma muda nossa essência. A mulher nasceu para ser cuidada e protegida e o homem para se doar até a morte pela sua mulher, a exemplo de Cristo.
Ideologia nenhuma muda o valor em ser auxiliadora, socorro de Deus para os homem e não muda a força que um homem pode ter em se sacrificar pela mulher e por seus filhos.

Mas pensando nessas frases ditas pelas meninas (criadas por adultos com intenções claras de destruição) de que homem nenhum irá nos salvar, preciso te contar: EU FUI SALVA !!!
Poderia aqui dizer do maior deles, Aquele que me salvou da morte: Jesus! Mas hoje quero lhe falar de outro homem que me salvou: MEU ESPOSO RICARDO!

Sim, ele me salvou!

Estava eu presa numa torre, vigiada por um dragão chamado feminismo. Lá parecia ser livre, pois era alimentada com ideias de liberdade, lá de cima olhava outras mulheres namorando, casando, sendo mães e pensava: a vista que tenho aqui de cima é bem melhor, não quero sua vida. Daqui posso voar mais alto.
Para onde queria voar? Para uma carreira profissional que me desse dinheiro e valor. Isso! Precisava ser valorizada. A melhor aluna do colégio merecia isso!
Homem? Pra que? Poderia eu mesma fazer tudo! A ausência de uma proteção masculina me fazia pensar que aquilo que o dragão me dizia iria me libertar.
-Eu tenho meu dinheiro, pago minha parte!
-Eu não vou casar! Serei livre de decepções!
-Filhos? Aqueles que tiram nossa liberdade e levam nosso dinheiro? Tô fora!
O dragão era convincente e a cada dia me fazia acreditar que estar na torre era o melhor para mim.

Aí chegou um príncipe! Ele não tinha cavalo, mas tinha um monza 87 dourado. Ele veio me salvar!
Seu sorriso encantador, sua humildade, honra e caráter não me deixavam saída, precisava me lançar. A cada dia que passava não sentia mais vontade de ficar naquela torre.
Até que o pedido de casamento chegou como uma grande batalha entre o príncipe e o dragão.
O príncipe me disse:
-Quero me casar com você, preciso ser pai, preciso que meus pais já idosos vejam meus filhos.

O dragão gritava!!!! Eu não respondi, a voz do dragão era muito alta.

A força do dragão era muito grande, mas ele não contava que o príncipe teria reforços... as palavras da minha mãe, e a intercessão de Nossa Senhora me renderam e fui para a maternidade, fui para o altar, fui para o lar!
Estava com medo, pois a torre e o dragão me pareciam familiares, mas fui. O príncipe tinha me salvado daquele lugar!
Confesso que durante muito tempo a voz alta do dragão mexeu comigo, e até hoje coloco ela no modo mudo. Mas todos os dias tenho a graça de ser essa princesa que escolheu a boa parte, aquela que nunca me será tirada!
E pela graça e amor de Deus, todos os dias sou salva por um príncipe que não mede esforços para me salvar!

Sim! Eles existem e salvam a gente!


Paz e bem...

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Família numerosa??? E agora?

Esses dias me perguntaram:
-Como é ser mãe de uma família numerosa?
Pela primeira vez me dei conta de que tenho uma família numerosa!!! Na hora senti uma grande alegria, pois cheguei até aqui sem nem perceber que vinha.
Os filhos foram chegando devagar, o tempo voando como sempre e nem tinha reparado que aquela mulher que nem pensava em filhos agora é mãe de quatro!
Quem me conheceu há dezesseis anos não pode acreditar no que me tornei, nem eu acredito.

Posso dizer que viver um matrimônio aberto a vida é mais difícil para os outros do que pra nós aqui em casa. Falo isso devido aos inúmeros questionamentos e indiretas que recebo.
Não há quem não repare em nosso pequeno time de príncipes. Estou aprendendo a lidar com isso.
Meu esposo que vem de uma família numerosa leva os desafios com mais calma, eu ainda me irrito em alguns momentos.

Tem dias que me sinto uma super mulher, acordo disposta, vou cuidando de tudo e de todos com garra e paciência. Tem dias... que sou a mulher mais nervosa do mundo, coisas simples me irritam, me cansam, e quero prender todos dentro do banheiro e fugir. kkkkk....
Tem dias que sinto estar no caminho certo. Tem dias que me cobro pensando que tudo por aqui poderia ser melhor. Outros dias acredito que tudo vai ficar bem, em outros temo não aguentar.
Nada muito diferente de você mãe que me lê.

Procuro ser grata ao Senhor em todo tempo, a gratidão gera frutos maravilhosos, mas não isenta a cruz. Tenho mil e uma coisa pra organizar em minha vida, mas não vou desesperar. Assim prossigo rumo ao alvo.

Erra quem pensa que somos loucos, corajosos ou animados. O que nos motiva é outra coisa... O sacramento que recebemos, a promessa que fizemos. São João Paulo II explica muito bem:
E se este mundo passa, e se com ele passam também a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, que vêm "do mundo", o matrimônio como sacramento serve imutavelmente para que o homem, varão e mulher, dominando a concupiscência, faça a vontade do Pai. E quem faz a vontade de Deus permanece eternamente. (Teologia do corpo - catequese 101)

Pra você vocacionada ao matrimônio digo: Saia desse lugar de desobediência e falta de fé e dê passos rumo a vontade de Deus em sua vida.

O primeiro passo para obedecer e "permanecer eternamente" é CONFIAR! Confie que Ele é Pai, nas promessas de Jesus, que Ele tudo provê.

O segundo é parar de ter MEDO! Santa Teresa de Calcutá certa vez levantou bem alto um bebê e disse: Por que tens medo disso?
Os filhos são benção! Não são doença pra se prevenir e nem problema pra se evitar. Acorda dessa mentira que te contaram.

Por fim, deixe de ser MATERIALISTA. O materialismo tem destruído as famílias. As pessoas só pensam em dinheiro e em ter coisas. Tudo isso é mais importante e vem na frente dos filhos. Chega!!!
É hora de você católica acordar e buscar as coisas do alto, olhar para o que não vai passar, para o que não vai acabar. Foi esse o passo mais difícil que demos aqui, mas libertador. O sofá, a cama, o carro novo, a reforma, a viagem, podem esperar. Mas os filhos... ahhh... esses não podem! Porque são bençãos, são preciosos demais!

Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude. Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade. Sl 126,3-5

Paz e bem...



sábado, 12 de agosto de 2017

Os 4 últimos vídeos do canal

Olá princesa leitora,

Quero deixar pra você que acompanha nosso blog os últimos vídeos:


Nesse falo sobre uma das missões das mulheres: guardar seu lar! Sabia que o chamado a ser sentinela não se limita aos jovens? Pois é, assista e confira:




Abaixo falo sobre o polêmico livro A CABANA e também sobre a questão massacrada pelos nossos irmãos separados: Jesus não quer religião??? Será? Assista e compartilhe:

https://www.youtube.com/watch?v=YKq_L-H54R0&t=5s






Com certeza já deve ter ouvido: Nunca dependa de homem pra nada! 
Nesse vídeo compartilho um pouco sobre essa questão na minha volta ao lar.
Olha só:

https://www.youtube.com/watch?v=nm771-amgk0&t=22s






Por fim, entro na questão da submissão da mulher no tempo do namoro.
Tem que ser submissa ao namorado? E ao noivo?
Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=L1IbLNv50ZA&t=6s




Nos ajude nessa evangelização compartilhando e se inscrevendo em nosso canal!

Beijos...
Paz e bem...



sábado, 5 de agosto de 2017

Ele não quer viver castidade. E agora?

DÚVIDA:

Busco ser casta com meu namorado. Às vezes conseguimos, outras caímos.
Busco a confissão quando erro... mas me entristeço porque sei da vontade de Deus .

Mas tenho uma dúvida...
Gostaria de entender porque um homem só é bom se ele cumpre a castidade. Não existem homens bons e justos, que amam profundamente sua companheira e a Deus, que buscam uma família, etc... e que, discordem da castidade?

Veja:
Meu namorado tem muitas qualidades, me ama demais, tenta viver a castidade comigo. É um bom homem, justo e que planeja uma família.
Além disso, ele busca e gosta da missa. Ele mesmo diz que se considera um amigo de Deus.

Agora me diz "vale a pena terminar um namoro promissor só porque um homem bom que te trata bem e justo (que ama e teme a Deus de sua maneira) só porque não concorda 100% com a castidade?

Será que Deus não tem misericórdia e não veja meu namoro de forma positiva só por causa desse fato?

Existem homens castos que não são justos... todos temos defeitos.

Fico pensando "vale a pena sacrificar algo que pode dar certo por causa disso?

Deus mesmo diz que não podemos julgar os outros ou entrar em divergências desnecessárias.
Nós não vemos o sexo como algo mundano. Vemos como algo que faz parte. Tentamos deixar para viver isso no momento certo. Mas, as vezes, parece que quando erramos, ou caímos em tentação o namoro não vai dar certo.

E acho isso errado! Porque condenar uma coisa que tem tantos pontos positivos? Porque punir-se tanto se há misericórdia de Deus?
Se Deus disser "a união de vocês não está prejudicada por isso. Vocês tentam... vocês me buscam... cair em tentação não fará que o casamento de vocês seja ruim"

Entende?
Me ajudem... sou católica mas Deus me fez uma pessoa questionadora...

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Vamos lá, por partes...

Você primeiro diz que buscar viver a castidade, mas que quando cai se entristece. Por que?
Porque sua alma sabe que há algo errado aí. O Espírito Santo que habita dentro de ti grita por causa do vazio que fica.

Por que um homem só é bom se cumpre a castidade? Existem homens bons e justos que discordam da castidade?
A questão não é ser bom ou mau. A questão é querer viver uma vida em busca de santidade e livre do pecado MORTAL (sim, pecado contra castidade é mortal).
Como pode haver amor verdadeiro num relacionamento de uso? Quando não há castidade não há amor verdadeiro. São João Paulo II explica na teologia do corpo que fomos feitos um para outro vivendo essa unidade pelo sexo dentro do matrimônio, porque ali, debaixo do sacramento podemos dizer livremente, fielmente, fecundamente (sem medo da consequência do ato sexual que são os filhos) e totalmente: SOU TODO SEU MEU AMOR, SOMOS UM!
Fora do casamento não existe esse amor total, fiel, livre e fecundo. Portanto, quando seu namorado diz te amar e amar a Deus ele mente. Talvez mente pra ele mesmo primeiro. Pois o amor não USA o corpo do outro, o verdadeiro amor sabe esperar.

Agora me diz:
Que namoro promissor é esse onde não há o respeito pelo outro, onde não há amor verdadeiro? O que seria pra você: ser tratada bem? Ser bem tratada não deveria também ter seu corpo guardado para viver o amor livre, fiel, fecundo e total?
O que seria "ser justo"? São José considerado pela Palavra de Deus um homem justo. Qual seu maior feito? A castidade! Será que tem como ser justo sem ser casto? Pense nisso...

Deus tem misericórdia com aqueles que o buscam com arrependimento, e está te trazendo aqui para te levantar e levar no lugar de cura e restauração do seu namoro. Pois deseja seu casamento um lugar de santidade para vocês enquanto casal e os filhos que Ele enviar.

Todos nós pecamos,sim!Mas dentro de nós precisa haver um ardente desejo pela santidade, por amor ao Senhor, senão de que adiantou o sacrifício da cruz? De que adianta sermos católicos? Se ficarmos querendo justificar nossos pecados e os dos outros?

Você não precisa sacrificar o seu namoro com um término.Mas precisará sim sacrificar algumas atitudes se quiser ser livre desse pecado que te afasta da santidade, do céu e da sagrada comunhão.
Talvez sacrificar-se ficando sozinhos somente em lugares públicos e movimentados, deixando de beijar na boca, parando de carregar camisinha ou de tomar anticoncepcional, indo ao sacrário entregar o desejo da carne, rezar mais, e ter um FIRME propósito de viver o amor verdadeiro no namoro para experimentar as GRANDES maravilhas que virão no casamento. Não tenha medo do sacrifício agora, e verás se Deus não te honrará!
“Se não te mortificas, nunca serás uma alma de oração. Nenhum ideal se torna realidade sem sacrifício”. (São Josemaría Escrivá)
O sexo de fato não é algo mundano e faz parte....DO CASAMENTO. O corpo fala e pelo sexo ele diz: SOU TODO SEU. Mas como pode ser "todo" de alguém que não tem vínculo de aliança, não tem sacramento (sinal eficaz da graça de Deus), depois fica só o vazio e cada um vai pra sua casa. Qual o sentido disso? Não há ponto positivo no sexo no namoro. Nenhum! Isso só está enfraquecendo o namoro e impedindo o verdadeiro amor de florescer.
Há beleza na castidade, há beleza em guardar o corpo para após o casamento, naquele momento em que livre e totalmente podemos dizer sem palavras: SOU TODA SUA!!!

Deus jamais irá dizer: "a união de vocês não está prejudicada por isso. Vocês tentam... vocês me buscam... cair em tentação não fará que o casamento de vocês seja ruim" 

Sabe por que? Porque Ele não é homem pra mentir nem pra se contradizer. A castidade é o sexto mandamento do Senhor e tem mais, olha só um pouco:

"Fugi da fornicação (fornicação=relação sexual fora do casamento). Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra seu próprio corpo. (I Cor 6,18)"

"Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza; (I Tessalonicenses 4, 3)" 

"Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. (I Tessalonicenses 4, 7) " 

 “Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14,15)


Deus não elevou a castidade ao nível de mandamento porque é ruim e quer tirar o prazer de seus filhos, Ele diz "não" para aquilo que nos destrói. Caiu? Se arrependa verdadeiramente, confesse, levante a anda.

Meu conselho em especial: Busque mais do Senhor nessa questão, não deixe que o relativismo religioso domine seu coração. Pare de justificar o injustificável e procure saber o por que das coisas. Se adeque a Palavra, ao Evangelho, ao catecismo e não o contrário. Procure ler mais sobre o assunto, assistir pregações, palestras, formações. Na internet tem muito conteúdo ótimo que vai te ajudar a entender esses questionamentos mais ainda. Também sou do tipo questionadora e o estudo me ajuda muito.
Há caminho que parece reto ao homem; seu fim, porém, é o caminho da morte. Pv 14,12
Meu filho, se os maus tentarem seduzi-lo, não ceda!  Provérbios 1,10
Força irmã!
Paz e bem...

Leia mais:
MOTIVOS PARA VIVER CASTIDADE:

POR QUE NAMORAR SEM SEXO:

NÃO PECAR CONTRA CASTIDADE:



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Já não sou mais aquela jovenzinha apaixonada

Depois da morte do meu pai, as vezes me pego acordada pela madrugada...
Esses dias acendi a lanterna do celular e fiquei a olhar meu marido. Na mesma hora uma oração de agradecimento brotou em meus pensamentos, como sempre.
Olhei para aquele homem que não mudou tanto fisicamente, exceto alguns cabelos perdidos e quilos ganhados, mas que "me" mudou tanto.
Olhei para as mãos dele, e pensei não somente no carinho que ganhamos dela, mas também no trabalho que elas fazem para nos garantir o melhor.
Olhei para aqueles braços que são capazes de aconchegar três meninos de uma vez e que tanto me socorre quando preciso, lugar de segurança.
Passei um tempão a olhar, a pensar, a agradecer em silêncio. Quando me lembrei de quando o conheci. Eu estava namorando mas admirava demais quem ele demonstrava ser. Assim que livre daquele namoro fiquei, dei espaço no meu coração e logo já me vi uma menina apaixonada com o coração que acelerava a cada "oi" ou a cada sorriso.
Ahhh aquele turuturu... 
Hoje já não sou mais aquela jovenzinha apaixonada, ele chega e vai e o "turuturu" não vem, mas outras coisas mais fortes sólidas e eternas vieram, precisam ser cultivadas a cada dia, exigem de nós uma determinada decisão. Mas naquela noite pude compreender que pelo amor e graça de Deus, pra mim não é tão difícil deixar de ser a jovenzinha apaixonada... porque quando a deixei pude dar espaço para ser a mulher amada, que só pode e vai devolver amor.

Obrigada amor!



domingo, 25 de junho de 2017

De volta ao lar! (Dona de casa, eu?)

Naquele dia com mais ou menos 7 meses de gestação fui questionada pela minha chefe:
- Fabiana, você vai voltar ao trabalho depois da licença maternidade?
Respondi sem pensar e no ímpeto do momento:
- NÃO!
Chegando em casa peguei meu caderninho de contas e anotei lá meu salário, e todos os gastos que tinha e que teria como: gastos com transporte para chegar ao trabalho, para levar meus dois filhos mais velhos a escola, ajuda de custo para minha mãe que cuidava de dois e passaria a cuidar de três.
E coloquei bem grande o valor do que de fato me sobrava em dinheiro.

Meu marido chegou mais tarde e mostrei pra ele dizendo:
-Amor, esse é o dinheiro que de fato vou ganhar quando voltar da licença.
Ele disse:
-E você acha que algum valor maior que esse compensaria?
Só fiz com a cabeça que não. E fui fazer mais contas...
A conta agora é quanto a chegada do novo bebê aumentaria as despesas, e se o salário do meu marido ia ser suficiente. E vi que precisaríamos cortar algumas coisas.
Cortaríamos um pouco dos almoços e jantares fora e a natação dos meninos também precisaria cortar.
A noite antes de dormir rezei e pedi ao Senhor a graça de confiar, e agir com sabedoria em todas as decisões.

Quem já passou por isso sabe de todas as dúvidas e medos que povoam nossos pensamentos. Mas dessa vez confesso que foi mais fácil, porque estava livre da ideia de que para ser uma mulher feliz precisaria ser independente financeiramente.
Depois de alguns anos de casada, da chegada dos filhos e da consciência plena da vocação passei a entender que junto com o "sim" que dei no altar veio a dependência.
Dependo do meu marido e ele de mim, somos um.
Entendi que não precisava provar para os outros o quão era batalhadora, aliás, entendi que não preciso provar nada pra ninguém. Na minha vocação o trabalho é silencioso e de recompensas invisíveis as vezes.

Outra coisa clara em meu coração era o desejo de estar com meus filhos. De ver os primeiros passinhos, as primeiras palavrinhas do Daniel, de acompanhar melhor o Léo na escola, estar presente na pré-adolescência do Gabriel que chegaria em breve.
Queria voltar pra casa! E descobrir isso em mim foi libertador!

No dia que terminou a licença nem queria aparecer mais na empresa que eu trabalhava. Mas tinha que ir lá. Esperava que eles sabendo que não queria voltar fossem me dispensar. Mas não, tive que pedir. Um pedido que também não foi fácil. Colocar em palavras essa decisão não era fácil, o medo estava lá. Além do mais, gostava de trabalhar, tinham pessoas queridas que deixaria.
Mas na balança do ter e do ser, ficava com o "ser". Saí e fui ser MÃE.

Cheguei em casa aliviada e com os peitos prontos para amamentar, voltei pra casa, voltei para descobrir aqui minha alegria e minha vocação.

Esses dias encontrei uma antiga colega de escola, que perguntou:
- O que você está fazendo da vida?
- Sendo mãe e esposa. Respondi
Ela com um olhar meio assustado:
- Nossa... a melhor aluna da sala está de mãe e mais nada?
Antes ficaria com vergonha e não saberia respondê-la, mas hoje mudei:
- Não considero como nada minha missão de educar três crianças e cuidar de um marido. Aliás, considero um dos maiores feitos que Deus poderia me dar. Acredito que não fui a melhor aluna da sala à toa, estou exercendo um trabalho digno desse título.

Hoje percebo que minha situação financeira não está pior do quando eu trabalhava, é como se meu salário nem fizesse falta. Chamo isso de providência divina.
Não saímos como antes para comer fora, mas descobrimos outros passeios, os meninos não fazem natação mas não deixaram de nadar pois levo eles sempre que posso no clube onde somos sócios.
O que perdi voltando pra casa?
NADA!
O que ganhei?
Não tem como explicar com palavras, acredito que só no céu conseguirei entender.

Os dias passam sem que eu olhe no relógio ansiosa para voltar pra casa, afinal, daqui nem saí.


Paz e bem...






sexta-feira, 9 de junho de 2017

Quem manda em você?

Como adverte João Paulo II, o mundo dá a fraqueza humana "uma certa aparência de respeitabilidade com a ajuda da sedução e a aprovação da opinião pública."

O mundo diz-me: " Você em primeiro lugar. Você é o numero um. Tudo gira em torno de você."
Mas Deus diz-me: "Você tem de pôr-me em primeiro lugar, os outros em segundo, e você em terceiro."

O mundo diz-me: " O que será melhor para você, para sua economia, a sua carreira, o seu grau de instrução?"
Deus pergunta-me: "O que será que o aproxima de mim?"

O mundo diz-me: "Os filhos são um fardo econômico. Você tem de avaliar as vantagens e as desvantagens de ter um filho antes de concebê-lo. Os filhos interferem na sua carreira profissional, estragam seu corpo e dão cabo dos neurônios com o trabalho que é cuidar deles."
Deus diz-me: "Os filhos são um dom supremo do matrimônio, porque manifestam o poder do amor de gerar vidas."

O mundo aconselha-me: "Se você teve um aborto natural, não tem porque passar por isso novamente. Não se arrisque à dor; evite-a a todo custo. Não se arrisque a uma nova perda. Seria um disparate."
E Deus declara: "Eu redimo tudo; posso redimir o sofrimento do aborto. Posso redimir a dor e o sofrimento da gravidez e do parto. Tudo na vida- sejam alegrias ou sofrimentos-, oferecidos a mim, tem um sentido, embora nesta vida talvez você não saiba qual é. A minha dor dá sentido à sua dor."

O mundo proclama: "Não perca sua identidade. Controle sua vida. Você não precisa dos homens. Ou, se quer um homem, vá e case-se, mas arrumem dois ordenados e não tenham filhos. Se você quer um ou dois filhos para constituir uma típica família, muito bem, mas cuide de esterilizar-se depois, para poder controlar o seu futuro."
Mas Deus afirma: " Você tem de admitir que não tem o controle de nada, mas o bom é que sou Eu quem controla tudo; você não conhece o futuro, mas Eu sim. Pode confiar em mim."

O mundo diz-me: "A Igreja Católica pode demasiado quando lhe diz que atue contra sua consciência. Mete-se no seu quarto de dormir e reclama direitos. Você tem de ser fiel a si mesma. Afinal de contas o padre fulaninho diz que está tudo bem, você continua a ser um bom católico."
E Deus diz-me: " Não se trata de você estar de acordo com a Igreja, mas de obedecer ou não a mim, que falo através da minha Igreja."

Kimberly Hahn (trecho do livro O amor que dá a vida)

Quando li  pensei... o que tem regido minha vida: O mundo ou Deus???
Te faço esse convite, de questionar a si mesma, quem tem te influenciado quando o assunto é abertura a vida?

Paz e bem...






segunda-feira, 13 de março de 2017

Vocação religiosa

Sim, eu sei, faltava num blog para mulheres algo sobre vida religiosa.
Fazia tempo que queria trazer pra vocês algo relacionado a isso, mas sempre me achava incapaz. Até que tive a ideia de gravar com as irmãs da Fraternidade O Caminho.
Mas esse vídeo demorou... contratempos e correrias à parte, depois de 2 anos saiu!!!

E como foi lindo!!!

O dia que deu certo para a gravação foi no mesmo dia que a Vanessa e a Victória estavam indo para o noviciado e a Mariana estava chegando, a casa estava cheia, clima de alegria e despedida. Mas não podíamos deixar de gravar pra você princesa que acompanha nosso blog e que está em dúvida sobre sua vocação.

Assista, se inscreva e compartilhe:







Algumas fotos:


A Vanessa e a Victória já estão no noviciado, olha que lindas essas princesas!!!




Vanessa

Victória

Mariana




sábado, 4 de março de 2017

Por que a Igreja é tão cruel com os divorciados?

Estava assistindo um vídeo de duas psicólogas que trabalham com mulheres que estão em sofrimento pela separação. Elas estavam contando sobre as experiências próprias e dos diversos atendimentos nessa área. Quando uma delas diz:
- Eu era católica, e por isso sofri mais ainda na minha separação, porque a Igreja é cruel com quem separa e então me culpei muito por não estar obedecendo a Igreja. Optei por enfrentar essa dor e sair da Igreja.

Fiquei pensando nas milhares de mulheres que assistindo aquele vídeo, no momento de sua dor, também acreditam nessa "crueldade" da Igreja, e por não saberem a verdade abandonam.

Primeiro precisamos entender uma radicalidade:
A radicalidade do sacramento do matrimônio nos é ensinada por Jesus quando Ele reafirma a união do homem e da mulher dentro do plano de Deus. O mundo moderno não gosta muito de falar na radicalidade dessa opção, pois é um mundo que vive de experiências superficiais e transitórias. Acontece que o amor humano não tolera o ensaio. Exige o dom total e definitivo das pessoas entre si.
O mundo precisa descobrir a verdade de que toda opção supõe e exige uma exclusão, por mais dolorosa que seja essa radicalidade. Não dá mais para ficar brincando de amor. O amor responsável ensina que a liberdade pessoal morre no exato momento em que fazemos uma opção. Ninguém é obrigado a optar por essa ou aquela vocação. Cada um é livre até optar A opção gera vínculo de responsabilidade.
O que Deus une nada e ninguém tem o poder de separar. O matrimônio precisa ser compreendido como viagem sem volta. Jesus deixou isso bem claro. A Igreja se mantêm fiel ao Evangelho e não tem outra opção que a de ensinar e viver essa radicalidade. [1]

Entendendo essa radicalidade que Jesus nos ensina e por isso a Igreja vive, vamos entender outra questão: a sexualidade!

Tem uma regra também bíblica que vale para TODOS os cristãos: não é possível realizar atos sexuais fora do santo matrimônio.
Muitos questionam a Igreja, dizendo: mas os ex-padres podem se casar, comungar e os divorciados não.
Veja, o matrimônio é um sacramento, algo que veio de Jesus, ou seja, a Igreja não tem poder para desfaze-lo. Já o celibato sacerdotal é uma promessa feita à Igreja. Sendo assim, ela tem o poder para dispensá-lo da promessa.
O Senhor colocou o ato sexual protegido dentro do sacramento do matrimônio, e quando você se separa e entra em outro relacionamento está violando a fidelidade conjugal.

Entendido tudo isso, fica mais claro porque a Igreja diz: NÃO, ao divórcio.

Mas e aí, como ficam os divorciados que por algum motivo já estão nessa situação de segunda união.

A Igreja acolhe a todos! E não é cruel com você!
Em várias paróquias existe trabalho especial com as famílias de segunda união.
Temos os Tribunais Eclesiásticos que existem para, na maior parte dos casos, averiguar se aquele matrimônio realmente aconteceu.

Por que então os divorciados em segunda união não podem comungar?
 As pessoas repetem, muitas vezes, que a Igreja não tem o direito de "julgar", como se, negando a Eucaristia aos recasados, ela estivesse os condenando ao inferno. Mas, na verdade, a Igreja nunca fez esse tipo de raciocínio. Quem diz se uma pessoa vai ou não para o inferno é Deus, somente. A única coisa que a Igreja diz é: alguém em estado objetivo de pecado mortal não pode receber Jesus Eucarístico. O que vai condenar ou salvar uma pessoa, por outro lado, é a sua situação subjetivamente considerada – que só Deus pode avaliar. Como diz um documento de 1994, da Congregação para a Doutrina da Fé, "esta norma não tem, de forma alguma, um caráter punitivo ou então discriminatório para com os divorciados novamente casados, mas exprime antes uma situação objetiva que por si torna impossível o acesso à comunhão eucarística". E ainda: "Na ação pastoral, dever-se-á realizar todo o esforço para que seja bem compreendido que não se trata de nenhuma discriminação, mas apenas de fidelidade absoluta à vontade de Cristo que restabeleceu e de novo nos confiou a indissolubilidade do matrimônio como dom do Criador".[2]
Não se trata de crueldade, a Igreja só não pode desdizer Jesus!



Beijos...
Paz e bem

Youtube: https://www.youtube.com/user/blogparaprincesas

Facebook: https://www.facebook.com/BlogParaPrincesas/

Meu insta: @fabiana_meloribeiro


1- Livro Famílias restauradas (Padre Léo)
2- Site Padre Paulo Ricardo: https://padrepauloricardo.org/episodios/a-respeito-da-recepcao-da-comunhao-eucaristica-por-fieis-divorciados-novamente-casados

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A rosa e a profecia

Olá princesas leitoras,

Hoje é um dia muito especial, nosso blog completa 5 anos!!!!!
Quero agradecer você leitora que nos incentiva com sua presença, comentário e oração.
E também agradecer a todos que direta ou indiretamente tanto colaboram. (eles sabem quem são)
Como fruto deste blog vieram nossa página no face,  canal no youtube, e diversas pregações e missões. O mais recente presente do Senhor tem sido nossos encontros de mulheres aqui em Franca-SP. Aliás precisamos de um nome para esses encontros, se quiser dar uma ideia, será bem vinda.

Esses encontros começaram em setembro de 2016, não imaginávamos que tantas mulheres se interessariam por essas formações e momentos de oração. Uma benção!!!
O primeiro desse ano tivemos a participação especial de duas irmãs da Fraternidade O Caminho.
Elas falaram sobre a dignidade da mulher a partir de Nossa Senhora.

Mas queríamos mais! Pedimos ao Padre a autorização para um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, e ele nos deu. Um Frei da Fraternidade veio para nos ajudar, preparamos o altar e coração ansioso para o momento maravilhoso que viveríamos.

Chegada a hora, tudo pronto: altar, música, luzes... e nada do Frei chegar com Jesus.
Quando vem a noticia: O SACRÁRIO NÃO ABRE! A CHAVE EMPERROU!
Pedimos ajuda do zelador da Igreja, de um ministro da Eucaristia, e nada! Não abria.

Foi aí que o Espírito falou em meu coração:
Quantas vezes Jesus lhe parece invisível?
Quantas vezes você tem que adorá-Lo nessas circunstâncias?
Ele é digno de adoração presente no Sacramento ou não!

Ahhhhhhhhh... bastou!
Convoquei as princesas presentes ali para adorarmos Jesus vivo, porém, invisível. E pensa numa benção?!
Derramamos nosso coração em adoração e nossos olhos em lágrimas na presença do Senhor invisível no altar. Ele sabia que não estaria lá na Eucaristia, e já tinha preparado tudo.

Mas o Senhor queria falar mais...
Naquele dia mais cedo o Frank, (amigo e músico oficial dos nossos encontros) tinha me pedido para ver o tom de algumas músicas que tocaríamos a noite.
Peguei o violão, cantei, chorei, cantei de novo, tive dificuldades em tocar, escolhi o melhor tom, e disse ao Senhor:
 - Não tome de mim esse talento, eu amo te adorar cantando.
Mandei para o Frank os tons com o intuito de ajudá-lo a noite, como sempre faço.
Chegando lá não tínhamos pedestal para ele cantar, e só um microfone funcionava. Cantei e ele tocou.
Estava um pouco insegura, mas fui.

As irmãs que estavam conduzindo o encontro tinham dez rosas para distribuírem para algumas mulheres. Cada rosa foi acompanhada com carinho, abraço, oração e profecia.
No final ela veio me entregou a rosa e disse:
- NÃO DEIXE NENHUM DE SEUS MINISTÉRIOS!!! É VOCÊ QUEM DEIXA UM MINISTÉRIO POR CAUSA DE OUTRO.

Se chorei? Chorei! Pode um Pai tão amoroso assim?

Por fim aprendemos uma grande lição com a irmã Vitória. Mas essa conto da próxima.
























Não tenho palavras para descrever tamanha gratidão!

Paz e bem...




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