domingo, 25 de junho de 2017

De volta ao lar! (Dona de casa, eu?)

Naquele dia com mais ou menos 7 meses de gestação fui questionada pela minha chefe:
- Fabiana, você vai voltar ao trabalho depois da licença maternidade?
Respondi sem pensar e no ímpeto do momento:
- NÃO!
Chegando em casa peguei meu caderninho de contas e anotei lá meu salário, e todos os gastos que tinha e que teria como: gastos com transporte para chegar ao trabalho, para levar meus dois filhos mais velhos a escola, ajuda de custo para minha mãe que cuidava de dois e passaria a cuidar de três.
E coloquei bem grande o valor do que de fato me sobrava em dinheiro.

Meu marido chegou mais tarde e mostrei pra ele dizendo:
-Amor, esse é o dinheiro que de fato vou ganhar quando voltar da licença.
Ele disse:
-E você acha que algum valor maior que esse compensaria?
Só fiz com a cabeça que não. E fui fazer mais contas...
A conta agora é quanto a chegada do novo bebê aumentaria as despesas, e se o salário do meu marido ia ser suficiente. E vi que precisaríamos cortar algumas coisas.
Cortaríamos um pouco dos almoços e jantares fora e a natação dos meninos também precisaria cortar.
A noite antes de dormir rezei e pedi ao Senhor a graça de confiar, e agir com sabedoria em todas as decisões.

Quem já passou por isso sabe de todas as dúvidas e medos que povoam nossos pensamentos. Mas dessa vez confesso que foi mais fácil, porque estava livre da ideia de que para ser uma mulher feliz precisaria ser independente financeiramente.
Depois de alguns anos de casada, da chegada dos filhos e da consciência plena da vocação passei a entender que junto com o "sim" que dei no altar veio a dependência.
Dependo do meu marido e ele de mim, somos um.
Entendi que não precisava provar para os outros o quão era batalhadora, aliás, entendi que não preciso provar nada pra ninguém. Na minha vocação o trabalho é silencioso e de recompensas invisíveis as vezes.

Outra coisa clara em meu coração era o desejo de estar com meus filhos. De ver os primeiros passinhos, as primeiras palavrinhas do Daniel, de acompanhar melhor o Léo na escola, estar presente na pré-adolescência do Gabriel que chegaria em breve.
Queria voltar pra casa! E descobrir isso em mim foi libertador!

No dia que terminou a licença nem queria aparecer mais na empresa que eu trabalhava. Mas tinha que ir lá. Esperava que eles sabendo que não queria voltar fossem me dispensar. Mas não, tive que pedir. Um pedido que também não foi fácil. Colocar em palavras essa decisão não era fácil, o medo estava lá. Além do mais, gostava de trabalhar, tinham pessoas queridas que deixaria.
Mas na balança do ter e do ser, ficava com o "ser". Saí e fui ser MÃE.

Cheguei em casa aliviada e com os peitos prontos para amamentar, voltei pra casa, voltei para descobrir aqui minha alegria e minha vocação.

Esses dias encontrei uma antiga colega de escola, que perguntou:
- O que você está fazendo da vida?
- Sendo mãe e esposa. Respondi
Ela com um olhar meio assustado:
- Nossa... a melhor aluna da sala está de mãe e mais nada?
Antes ficaria com vergonha e não saberia respondê-la, mas hoje mudei:
- Não considero como nada minha missão de educar três crianças e cuidar de um marido. Aliás, considero um dos maiores feitos que Deus poderia me dar. Acredito que não fui a melhor aluna da sala à toa, estou exercendo um trabalho digno desse título.

Hoje percebo que minha situação financeira não está pior do quando eu trabalhava, é como se meu salário nem fizesse falta. Chamo isso de providência divina.
Não saímos como antes para comer fora, mas descobrimos outros passeios, os meninos não fazem natação mas não deixaram de nadar pois levo eles sempre que posso no clube onde somos sócios.
O que perdi voltando pra casa?
NADA!
O que ganhei?
Não tem como explicar com palavras, acredito que só no céu conseguirei entender.

Os dias passam sem que eu olhe no relógio ansiosa para voltar pra casa, afinal, daqui nem saí.


Paz e bem...






sexta-feira, 9 de junho de 2017

Quem manda em você?

Como adverte João Paulo II, o mundo dá a fraqueza humana "uma certa aparência de respeitabilidade com a ajuda da sedução e a aprovação da opinião pública."

O mundo diz-me: " Você em primeiro lugar. Você é o numero um. Tudo gira em torno de você."
Mas Deus diz-me: "Você tem de pôr-me em primeiro lugar, os outros em segundo, e você em terceiro."

O mundo diz-me: " O que será melhor para você, para sua economia, a sua carreira, o seu grau de instrução?"
Deus pergunta-me: "O que será que o aproxima de mim?"

O mundo diz-me: "Os filhos são um fardo econômico. Você tem de avaliar as vantagens e as desvantagens de ter um filho antes de concebê-lo. Os filhos interferem na sua carreira profissional, estragam seu corpo e dão cabo dos neurônios com o trabalho que é cuidar deles."
Deus diz-me: "Os filhos são um dom supremo do matrimônio, porque manifestam o poder do amor de gerar vidas."

O mundo aconselha-me: "Se você teve um aborto natural, não tem porque passar por isso novamente. Não se arrisque à dor; evite-a a todo custo. Não se arrisque a uma nova perda. Seria um disparate."
E Deus declara: "Eu redimo tudo; posso redimir o sofrimento do aborto. Posso redimir a dor e o sofrimento da gravidez e do parto. Tudo na vida- sejam alegrias ou sofrimentos-, oferecidos a mim, tem um sentido, embora nesta vida talvez você não saiba qual é. A minha dor dá sentido à sua dor."

O mundo proclama: "Não perca sua identidade. Controle sua vida. Você não precisa dos homens. Ou, se quer um homem, vá e case-se, mas arrumem dois ordenados e não tenham filhos. Se você quer um ou dois filhos para constituir uma típica família, muito bem, mas cuide de esterilizar-se depois, para poder controlar o seu futuro."
Mas Deus afirma: " Você tem de admitir que não tem o controle de nada, mas o bom é que sou Eu quem controla tudo; você não conhece o futuro, mas Eu sim. Pode confiar em mim."

O mundo diz-me: "A Igreja Católica pode demasiado quando lhe diz que atue contra sua consciência. Mete-se no seu quarto de dormir e reclama direitos. Você tem de ser fiel a si mesma. Afinal de contas o padre fulaninho diz que está tudo bem, você continua a ser um bom católico."
E Deus diz-me: " Não se trata de você estar de acordo com a Igreja, mas de obedecer ou não a mim, que falo através da minha Igreja."

Kimberly Hahn (trecho do livro O amor que dá a vida)

Quando li  pensei... o que tem regido minha vida: O mundo ou Deus???
Te faço esse convite, de questionar a si mesma, quem tem te influenciado quando o assunto é abertura a vida?

Paz e bem...






segunda-feira, 13 de março de 2017

Vocação religiosa

Sim, eu sei, faltava num blog para mulheres algo sobre vida religiosa.
Fazia tempo que queria trazer pra vocês algo relacionado a isso, mas sempre me achava incapaz. Até que tive a ideia de gravar com as irmãs da Fraternidade O Caminho.
Mas esse vídeo demorou... contratempos e correrias à parte, depois de 2 anos saiu!!!

E como foi lindo!!!

O dia que deu certo para a gravação foi no mesmo dia que a Vanessa e a Victória estavam indo para o noviciado e a Mariana estava chegando, a casa estava cheia, clima de alegria e despedida. Mas não podíamos deixar de gravar pra você princesa que acompanha nosso blog e que está em dúvida sobre sua vocação.

Assista, se inscreva e compartilhe:







Algumas fotos:


A Vanessa e a Victória já estão no noviciado, olha que lindas essas princesas!!!




Vanessa

Victória

Mariana




sábado, 4 de março de 2017

Por que a Igreja é tão cruel com os divorciados?

Estava assistindo um vídeo de duas psicólogas que trabalham com mulheres que estão em sofrimento pela separação. Elas estavam contando sobre as experiências próprias e dos diversos atendimentos nessa área. Quando uma delas diz:
- Eu era católica, e por isso sofri mais ainda na minha separação, porque a Igreja é cruel com quem separa e então me culpei muito por não estar obedecendo a Igreja. Optei por enfrentar essa dor e sair da Igreja.

Fiquei pensando nas milhares de mulheres que assistindo aquele vídeo, no momento de sua dor, também acreditam nessa "crueldade" da Igreja, e por não saberem a verdade abandonam.

Primeiro precisamos entender uma radicalidade:
A radicalidade do sacramento do matrimônio nos é ensinada por Jesus quando Ele reafirma a união do homem e da mulher dentro do plano de Deus. O mundo moderno não gosta muito de falar na radicalidade dessa opção, pois é um mundo que vive de experiências superficiais e transitórias. Acontece que o amor humano não tolera o ensaio. Exige o dom total e definitivo das pessoas entre si.
O mundo precisa descobrir a verdade de que toda opção supõe e exige uma exclusão, por mais dolorosa que seja essa radicalidade. Não dá mais para ficar brincando de amor. O amor responsável ensina que a liberdade pessoal morre no exato momento em que fazemos uma opção. Ninguém é obrigado a optar por essa ou aquela vocação. Cada um é livre até optar A opção gera vínculo de responsabilidade.
O que Deus une nada e ninguém tem o poder de separar. O matrimônio precisa ser compreendido como viagem sem volta. Jesus deixou isso bem claro. A Igreja se mantêm fiel ao Evangelho e não tem outra opção que a de ensinar e viver essa radicalidade. [1]

Entendendo essa radicalidade que Jesus nos ensina e por isso a Igreja vive, vamos entender outra questão: a sexualidade!

Tem uma regra também bíblica que vale para TODOS os cristãos: não é possível realizar atos sexuais fora do santo matrimônio.
Muitos questionam a Igreja, dizendo: mas os ex-padres podem se casar, comungar e os divorciados não.
Veja, o matrimônio é um sacramento, algo que veio de Jesus, ou seja, a Igreja não tem poder para desfaze-lo. Já o celibato sacerdotal é uma promessa feita à Igreja. Sendo assim, ela tem o poder para dispensá-lo da promessa.
O Senhor colocou o ato sexual protegido dentro do sacramento do matrimônio, e quando você se separa e entra em outro relacionamento está violando a fidelidade conjugal.

Entendido tudo isso, fica mais claro porque a Igreja diz: NÃO, ao divórcio.

Mas e aí, como ficam os divorciados que por algum motivo já estão nessa situação de segunda união.

A Igreja acolhe a todos! E não é cruel com você!
Em várias paróquias existe trabalho especial com as famílias de segunda união.
Temos os Tribunais Eclesiásticos que existem para, na maior parte dos casos, averiguar se aquele matrimônio realmente aconteceu.

Por que então os divorciados em segunda união não podem comungar?
 As pessoas repetem, muitas vezes, que a Igreja não tem o direito de "julgar", como se, negando a Eucaristia aos recasados, ela estivesse os condenando ao inferno. Mas, na verdade, a Igreja nunca fez esse tipo de raciocínio. Quem diz se uma pessoa vai ou não para o inferno é Deus, somente. A única coisa que a Igreja diz é: alguém em estado objetivo de pecado mortal não pode receber Jesus Eucarístico. O que vai condenar ou salvar uma pessoa, por outro lado, é a sua situação subjetivamente considerada – que só Deus pode avaliar. Como diz um documento de 1994, da Congregação para a Doutrina da Fé, "esta norma não tem, de forma alguma, um caráter punitivo ou então discriminatório para com os divorciados novamente casados, mas exprime antes uma situação objetiva que por si torna impossível o acesso à comunhão eucarística". E ainda: "Na ação pastoral, dever-se-á realizar todo o esforço para que seja bem compreendido que não se trata de nenhuma discriminação, mas apenas de fidelidade absoluta à vontade de Cristo que restabeleceu e de novo nos confiou a indissolubilidade do matrimônio como dom do Criador".[2]
Não se trata de crueldade, a Igreja só não pode desdizer Jesus!



Beijos...
Paz e bem

Youtube: https://www.youtube.com/user/blogparaprincesas

Facebook: https://www.facebook.com/BlogParaPrincesas/

Meu insta: @fabiana_meloribeiro


1- Livro Famílias restauradas (Padre Léo)
2- Site Padre Paulo Ricardo: https://padrepauloricardo.org/episodios/a-respeito-da-recepcao-da-comunhao-eucaristica-por-fieis-divorciados-novamente-casados

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A rosa e a profecia

Olá princesas leitoras,

Hoje é um dia muito especial, nosso blog completa 5 anos!!!!!
Quero agradecer você leitora que nos incentiva com sua presença, comentário e oração.
E também agradecer a todos que direta ou indiretamente tanto colaboram. (eles sabem quem são)
Como fruto deste blog vieram nossa página no face,  canal no youtube, e diversas pregações e missões. O mais recente presente do Senhor tem sido nossos encontros de mulheres aqui em Franca-SP. Aliás precisamos de um nome para esses encontros, se quiser dar uma ideia, será bem vinda.

Esses encontros começaram em setembro de 2016, não imaginávamos que tantas mulheres se interessariam por essas formações e momentos de oração. Uma benção!!!
O primeiro desse ano tivemos a participação especial de duas irmãs da Fraternidade O Caminho.
Elas falaram sobre a dignidade da mulher a partir de Nossa Senhora.

Mas queríamos mais! Pedimos ao Padre a autorização para um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, e ele nos deu. Um Frei da Fraternidade veio para nos ajudar, preparamos o altar e coração ansioso para o momento maravilhoso que viveríamos.

Chegada a hora, tudo pronto: altar, música, luzes... e nada do Frei chegar com Jesus.
Quando vem a noticia: O SACRÁRIO NÃO ABRE! A CHAVE EMPERROU!
Pedimos ajuda do zelador da Igreja, de um ministro da Eucaristia, e nada! Não abria.

Foi aí que o Espírito falou em meu coração:
Quantas vezes Jesus lhe parece invisível?
Quantas vezes você tem que adorá-Lo nessas circunstâncias?
Ele é digno de adoração presente no Sacramento ou não!

Ahhhhhhhhh... bastou!
Convoquei as princesas presentes ali para adorarmos Jesus vivo, porém, invisível. E pensa numa benção?!
Derramamos nosso coração em adoração e nossos olhos em lágrimas na presença do Senhor invisível no altar. Ele sabia que não estaria lá na Eucaristia, e já tinha preparado tudo.

Mas o Senhor queria falar mais...
Naquele dia mais cedo o Frank, (amigo e músico oficial dos nossos encontros) tinha me pedido para ver o tom de algumas músicas que tocaríamos a noite.
Peguei o violão, cantei, chorei, cantei de novo, tive dificuldades em tocar, escolhi o melhor tom, e disse ao Senhor:
 - Não tome de mim esse talento, eu amo te adorar cantando.
Mandei para o Frank os tons com o intuito de ajudá-lo a noite, como sempre faço.
Chegando lá não tínhamos pedestal para ele cantar, e só um microfone funcionava. Cantei e ele tocou.
Estava um pouco insegura, mas fui.

As irmãs que estavam conduzindo o encontro tinham dez rosas para distribuírem para algumas mulheres. Cada rosa foi acompanhada com carinho, abraço, oração e profecia.
No final ela veio me entregou a rosa e disse:
- NÃO DEIXE NENHUM DE SEUS MINISTÉRIOS!!! É VOCÊ QUEM DEIXA UM MINISTÉRIO POR CAUSA DE OUTRO.

Se chorei? Chorei! Pode um Pai tão amoroso assim?

Por fim aprendemos uma grande lição com a irmã Vitória. Mas essa conto da próxima.
























Não tenho palavras para descrever tamanha gratidão!

Paz e bem...




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